Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]


Evitar a glorificação de um estilo de vida

por João Miguel Tavares, em 23.01.14

N'O Insurgente, Ricardo Campelo de Magalhães tem pelo menos o grande mérito de colocar numa frase a verdadeira objecção à questão da co-adopção:

 

É simplesmente evitar a glorificação de um estilo de vida que eu, de todo, não acho de acordo com a lei natural.

 

Aleluia, aleluia. Estamos-lhe em dívida pela coragem e pela clareza.

 

Aquilo que Ricardo Campelo de Magalhães terá mais dificuldade em demonstrar é de que forma essa frase coloca o interesse superior de uma criança à frente das convicções ideológicas de um adulto.

Autoria e outros dados (tags, etc)


2 comentários

Imagem de perfil

Francisco Melo a 23.01.2014

Caro João Miguel Tavares,

Não consigo perceber como é que esta questão só agora foi colocada.
Quando foi aprovado o casamento de pessoas do mesmo sexo, logo os seus defensores falaram da injustiça que era esta medida não ser acompanhada da aprovação do direito à adopção. Mas não houve vontade política para tal.
Ora, se agora dizem que a co-adopção e a adopção são coisas bem diferentes, não percebo, de facto, por que é que não trataram então do tema nessa altura. É que crianças desprotegidas já havia nessa altura...
Mais, não percebo também por que é que os promotores da co-adopção só se ficaram agora por esta matéria e não retomaram, também, a questão da adopção que nunca esteve fora da sua agenda.
O que me parece é que através da aprovação da co-adopção, estarão, assim, mais facilmente reunidas as condições para se assumir como inevitável o direito à adopção por casais do mesmo sexo dispensando-se o debate profundo que a questão, que divide a sociedade, merece.
No que toca à educação de uma criança, a baliza de fundo, na minha opinião, é que a educação deverá ser exercida por pai e mãe. Porque isso é natural da espécie humana. Não foi algo que surgiu de forma democrática ou por via de costume que se cristalizou. Por outras palavras, não consigo nivelar por igual a educação de uma criança por pai e mãe e a educação por casal do mesmo sexo, como se fossem realidades idênticas e sem qualquer diferença, porque não são. Dois homens ou duas mulheres, não são são pai e mãe. Na realidade, só um deles poderá ser, verdadeiramente, pai ou mãe.
E é essa baliza de fundo que está, parece-me, também implícita na abordagem da questão da co-adopção por parte de muitos que se têm pronunciado sobre o tema.
o interesse superior de uma criança à frente das convicções ideológicas de um adulto.
Imagem de perfil

João Miguel Tavares a 23.01.2014

Francisco, eu já me cansei de dizer isto, mas aqui vai mais uma vez. O Francisco pode ter toda a razão no que afirma e isto ser um movimento do lóbi LGBT para chegar à adopção. É possível, sim. É até provável. Mas isso não torna esta lei menos justa quando olhada da perspectiva de crianças que hoje em dia não têm o mesmo direito das outras, que é verem legalmente reconhecidos dois progenitores que elas tratam como tal.

Se existe um casal de lésbicas que procria por inseminação artificial, se uma criança nasce daí e cresce sei lá quantos anos com duas mães, coisa que o Francisco pode achar péssimo mas que existe, acha normal a mãe não biológica não ter qualquer vínculo legal com aquela criança? E que se algum dia acontece alguma tragédia à mãe biológica, que a outra mãe tenha de andar a lutar em tribunal pela sua tutela? Custa muito ver isto? E vendo, qual é a solução alternativa?

Comentar:

CorretorMais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.




Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Para ler o jornalista a falar da família



Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D



Favoritos