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A vergonha do aborto gratuito

por João Miguel Tavares, em 13.02.14

No meu texto de hoje do Público falo sobre a questão do aborto e o absurdo da sua equiparação, em termos de privilégios, a uma gravidez. Para ler aqui.

 

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38 comentários

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De João Miguel Tavares a 13.02.2014 às 22:30

Chiça, tantas simplificações - que é precisamente aquilo que eu estou a dizer desde o início que não existe aqui. Eu sou pessoalmente contra o aborto, ok? Significa isto que não gostaria que a minha mulher abortasse, nem que as minhas filhas viessem a abortar. Não por nada particularmente religioso, mas porque tenho um enorme respeito pelo milagre da existência, e cada vez que um espermatozóide fecunda um óvulo admito que daí venha a sair o tipo que vai descobrir a cura para o cancro - mais do que um novo Hitler.

No entanto, não vejo forma de compatibilizar isso com o direito a tua mandares no teu próprio corpo. Ou seja, acho mesmo que cada manda no seu próprio corpo, e portanto não se pode obrigar uma mulher a ter um filho que não deseja, a partir do momento que ele está a crescer dentro da pança dela.

Mais do que isso: não há forma de lhe impor uma visão da existência que ela não tem, de todo, de partilhar comigo. Eu acho que abortar é horrível e estou de boa fé. Ela acha que abortar não é horrível e está de boa fé. Os argumentos de cada um dos lados são razoáveis e incompatíveis. Donde, o que fazer? A minha resposta é: diante de um caso destes, liberdade para cada um (é por isso que sou liberal).

Dado o adiantado da hora e eu ter um milhão de coisas para fazer, poupa-me, por favor, à diferença entre vida, ser humano, pessoa humana e mais 500 distinções que poderíamos começar a fazer. Para mim, se bem te lembras do outro blogue, não é sequer igual matar um recém-nascido ou uma criança com dois anos. Acho mesmo que há graus nisso, e mesmo os católicos mais musculados sentem isso. Ainda assim, sabes que há malucos (sabes bem do que são capazes os tipos da extrema direita americana) que acham mesmo o aborto um Holocausto, portanto... Mas repara que eu não disse que era um homicídio. Disse que era um crime. E, como é óbvio, basta ser católico para achar que abortar é, efectivamente, um crime. O que digo, apenas, é: respeitamos seriamente quem acha que é um crime, porque é muito difícil saber o que um aborto efectivamente é.

Podes não concordar comigo, com certeza. Agora, achares que a minha posição não tem qualquer espécie de lógica interna, custa-me a perceber.
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De LA-C a 13.02.2014 às 22:53

"Chiça, tantas simplificações"

Se és uma pessoa séria, como julgo que és, vais imediatamente pôr 50 cêntimos no garrafão aí da vossa casa.
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De João Miguel Tavares a 13.02.2014 às 23:49

Não sou assim tão sério. A blogosfera não tem garrafão.
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De Anónimo a 12.07.2014 às 17:52

Por acaso já viste alguma intervenção abortiva? Achas que se fa de ânimo leve?

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