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A vergonha do aborto gratuito

por João Miguel Tavares, em 13.02.14

No meu texto de hoje do Público falo sobre a questão do aborto e o absurdo da sua equiparação, em termos de privilégios, a uma gravidez. Para ler aqui.

 

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3 comentários

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De Kate Guimaraes a 13.02.2014 às 11:54

Quanto ao aborto, sou a favor da sua legalização e sou a favor da sua prática em hospitais públicos, ainda que concorde que as mulheres que abortam tenham de estar sujeitas a pagar taxas moderadoras tal como quem é operado a uma hérnia. E a baixa médica seria só dada se esta de facto tivesse sofrido alguma coisa que a impedisse de trabalhar, pelo período em que estivesse lesionada.

Porque para mim as mulheres que decidem abortar devem ser respeitadas e devem poder ter as condições mínimas para a sua opção. E porque no que toca a matar ou não uma criança, não vejo qual a diferença para outros indivíduos que maltratam a sua própria vida por falta de cuidados alimentares e físicos.

Porque é que o contribuinte terá igualmente de pagar todos os tratamentos aos diabéticos e obesos que só o são porque se empanturram de doces e gorduras e não desalapam o rabo do sofá para dar um passeio a pé? Pode não ser um potencial de vida, mas é as suas próprias vidas e sai igualmente caro.

(Se não estou em erro, os diabéticos também estão isentos de taxas moderadoras o que acho igualmente injusto para o resto da sociedade)
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De Anónimo a 13.10.2014 às 14:36

O meu pai tem diabetes hereditário (sempre se cuidou na alimentação pelo risco que sabia sofrer). Teve um AVC. É obrigado a ir à fisioterapia. A pagar 400 euros em taxas moderadoras.
Acho mais injusto eu ser isenta, só porque sou dadora de sangue. Agora, está-me a dizer que uma miúda que vai abortar porque não tomou precauções tem o mesmo estatuto que o meu pai? Isso eu não acho, lamento.
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De Kate Guimaraes a 14.10.2014 às 10:16

Caro Anonimo,

Se o seu pai tem diabetes hereditário, penso que deveria ter todo o direito a ter isenções de taxas moderadoras.

Em relação as miúdas que abortam, eu so acho que estas devem poder faze-lo em hospitais públicos, pagando as taxas que lhe sao devidas. Pela mesma razão que ha tantas pessoas que recorrem ao sistema nacional de saúde por nao terem tomado as precaucoes necessarias, como o caso das pessoas que vao parar as urgencias por coma alcóolico, outros diabéticos nao heridatarios que nao cuidam da sua propria saúde, etc...

Cumprimentos,
Kate

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