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A casa dos animais

por João Miguel Tavares, em 28.01.14

O meu texto de hoje do Público é dedicado ao maravilhoso fenómeno das praxes. Para ler aqui.

 

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15 comentários

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De Renato Leal a 05.02.2014 às 22:57

Boa noite, Susana.
Se a praxe é o que disse então terá de concordar comigo de que aquilo a que assistimos na televisão não é praxe. Eu já estudei numa Universidade e sim, tínhamos momentos, que eram externos à praxe, em que cantávamos e brincávamos e partilhávamos histórias, nomeadamente em serenatas e cortejos, e ai sim, senti-me integrado. Devo confessar que nunca fui vitima de praxes violentas, fiz algumas idiotices que nunca me fizeram sentir inferior ou humilhado, tive a sorte de conhecer pessoas ponderadas e com sentido civico. Mas conheço pessoas que foram vitimas de praxes humilhantes, que desistiram e que por isso não puderam partilhar comigo momentos de brincadeira e partilha.
Eu não penso que isto seja justo e acho que vai concordar comigo, temos de instituir aos jovens um sentido de solidariedade para que eles possam fazer uma serie de regras pelas quais se devem reger as praxes de todas as Universidades de todo o país.
É a isso a que me refiro quando peço uma definição de praxe.
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De Susana a 06.02.2014 às 14:48

Nesses aspectos estou inteiramente de acordo, dizer que em todas as faculdades do país as praxes são como devem ser e que não existem quaisquer tipos de abusos ou humilhações é mentir. Existem casos de "praxes" levadas ao extremo, mas aí é que está, isso não é praxe e o que deveria ser feito era legislar de forma a que estivesse bem explicito o que é ou não praxe.
Mas uma coisa é certa, havendo ou não legislação sobre praxes, são pessoas que cometem esses abusos que apelidam de praxes, e se exitem pessoas capazes de tal, o problema não está na legislação, o problema está na educação e princípios que estão a ser transmitidos aos jovens, tanto nos que os fazem como os que os aceitam. Os jovens devem ser educadas com a noção de respeito e de opinião/vontade própria. Legislar e não ensinar, de nada serve.

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