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A casa dos animais

por João Miguel Tavares, em 28.01.14

O meu texto de hoje do Público é dedicado ao maravilhoso fenómeno das praxes. Para ler aqui.

 

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15 comentários

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De Nuno Faria a 28.01.2014 às 12:45

humm. mas o sofrimento tem de fazer parte da cena?
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De Isabel leite a 28.01.2014 às 13:13

Mas qual sofrimento? não o sofrimento não tem de fazer parte da cena a ideia não é essa a ideia, a ideia é entrar numa vida académica da forma mais divertida possível. Bolas ! a malta entra para a faculdade é uma etapa da vida que só se vive uma vez não entramos para a universidade para sofrer mas para nos divertirmos fazer novos amigos e como é óbvio estudar. Eu não sei o que se passa nas outras universidades mas no meu curso quem queria participar na praxe participava quem não queria ia para as aulas, nunca fui atrás de nenhum caloiro para ele ir para a praxe. Ninguém era obrigado a participar.
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De Miguel Serra a 28.01.2014 às 13:57

O único sofrimento que senti proveniente praxe foi o facto de deixar de ser caloiro. Não sou masoquista. Não há sofrimento! Há sim "awkward situations". Devo ter sido um dos caloiros mais praxados do meu ano. Na altura, e agora, ri-me que nem um perdido. Mas há aqui uma questão. A praxe tem um código (pelo menos em Coimbra!) e ele tem de ser cumprido por todos! Isso inclui não colocar nenhum aluno em perigo, ou em situação que não se sinta confortável. Claro que quem não vivia a praxe não pode usar as insígnias (capa traçada e pasta, principalmente) e quem recusava, por achar que estava a ser "abusado" poderia enfrentar o tribunal de praxe e defender-se. A pena por não cumprir o código é não usar as insígnias da praxe, seja caloiro ou doutor! E acreditem que, para a maioria dos estudantes de Coimbra, é uma verdadeira honra viver a praxe, traçar a capa na Porta Férrea, apadrinhar os que vêm e rasgar os que vão.

Sinto que fiz coisas idiotas, mas podia ter dito não a qualquer momento, mas não tenho qualquer arrependimento (também não me esfregaram a cara com excrementos, algo que o código da praxe não permite).

Dura Praxis, Sed Praxis!

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