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A casa dos animais

por João Miguel Tavares, em 28.01.14

O meu texto de hoje do Público é dedicado ao maravilhoso fenómeno das praxes. Para ler aqui.

 

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3 comentários

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De isabel leite a 28.01.2014 às 11:54

Caro João

Fui aluna da Lusófona, curso de ciências farmacêuticas fui praxada e praxei e nunca se cometeram excessos de nenhuma natureza pelo menos enquanto lá andei. Tenho saudades desse tempo era uma semana onde conhecíamos os novos colegas e eles nos conheciam a nós e posso dizer que gostei mais de ser praxada do que praxar, foi nessa semana que conheci os meus melhores amigos. E o que é que aconteceu nessa semana terrível? usei uma t shirt a dizer caloira que ainda hoje a tenho, usei um penico na cabeça, andei de cara pintada, gritava as canções do meu curso, andei por lisboa a fazer um rali tascas e fui batizada no lago do campo grande para finalizar um jantar do caloiro maravilhoso. Nota se que sofri imenso, não sou contra nem a favor da praxe eu sou contra aqueles que acham-se mais que os outros e "praxam" se aquilo se pode chamar praxe. Tenho boas recordações e acho que não se deve generalizar porque nem todas as praxes são más é como nas profissões à bons e maus profissionais. Não posso falar de outras praxes mas da minha experiencia não concordo de todo com o que o João falou nunca fui humilhada e nunca fizeram nada contra a minha vontade nem nunca humilhem ninguém a ideia da praxe não é essa. Acho que o João faz mal em generalizar e fala e escreve sem conhecimento de causa, eu passei por lá e defendo que no meu caso não foi assim.
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De Nuno Faria a 28.01.2014 às 12:45

humm. mas o sofrimento tem de fazer parte da cena?
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De Miguel Serra a 28.01.2014 às 13:57

O único sofrimento que senti proveniente praxe foi o facto de deixar de ser caloiro. Não sou masoquista. Não há sofrimento! Há sim "awkward situations". Devo ter sido um dos caloiros mais praxados do meu ano. Na altura, e agora, ri-me que nem um perdido. Mas há aqui uma questão. A praxe tem um código (pelo menos em Coimbra!) e ele tem de ser cumprido por todos! Isso inclui não colocar nenhum aluno em perigo, ou em situação que não se sinta confortável. Claro que quem não vivia a praxe não pode usar as insígnias (capa traçada e pasta, principalmente) e quem recusava, por achar que estava a ser "abusado" poderia enfrentar o tribunal de praxe e defender-se. A pena por não cumprir o código é não usar as insígnias da praxe, seja caloiro ou doutor! E acreditem que, para a maioria dos estudantes de Coimbra, é uma verdadeira honra viver a praxe, traçar a capa na Porta Férrea, apadrinhar os que vêm e rasgar os que vão.

Sinto que fiz coisas idiotas, mas podia ter dito não a qualquer momento, mas não tenho qualquer arrependimento (também não me esfregaram a cara com excrementos, algo que o código da praxe não permite).

Dura Praxis, Sed Praxis!

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