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A presumível inocência de José Sócrates

por João Miguel Tavares, em 27.11.14

Hoje, no Público, regresso a José Sócrates para discutir a sua tão propapalada "presunção de inocência". Para ler aqui.

 

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7 comentários

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De Elói Gouveia a 02.12.2014 às 12:30


Boa tarde João Miguel Tavares. Belo pedaço de texto. Nem sempre sou apreciador das suas ideias o que não faz com que respeite menos as suas crónicas. Pelo contrário, valorizo-as .A ausência das suas crónicas seria como a sua ausência do governo sombra, ainda que eu esteja , por norma, no outro lado da " barricada" .

Deixo-lhe aqui a minha visão sobre o "Sócrates Gate " :

O dia em que todos nos especializamos:

Há dois tipos de comentadores, os com assento mediático e os outros. Os segundos arregimentam-se inevitavelmente entre as fileiras dos primeiros.
Ambos vão de encontro às suas convicções que, necessariamente, foram preconcebidas .Assim, o comentário é como a pescada: antes de o ser já o era.
Este é um tempo de escrutínio, de beatização da sociedade. Nesta crítica de gatilho fácil é impossível fugir do maniqueísmo, de um novo maniqueísmo. Ou estamos do lado certo ou do lado errado, invariavelmente.
Além dos comentadores e dos comentadores dos comentadores temos ainda os comentadeiros que são aqueles cuja opinião vai além do preconcebido , é telecomandada. Neste país à beira mar plantado, já todos nos conhecemos desde o longínquo ano de 1143.
E que maus seriamos se, desde então, não nos relacionássemos.
Vamos , todos, conhecidos de longa data “perfilados de medo combatendo irónicos fantasmas à procura do que não fomos, do que não seremos.”

Também eu , o jurista que nunca o quis ser, gostaria de possuir a derradeira alocução sobre o caso Sócrates. E aqui , como em quase tudo na vida, ou estou do lado certo ou errado.
Estará o leitor farto ,como eu estou, do já habitual e hipócrita “ separar a politica da justiça” . Em abstrato isso é tão plausível como comer um ovo estrelado com um palito.
Na justiça, impera o 4º poder . Ponto ,e aqui ponto mesmo. O 4º poder sofre de esquizofrenia sendo no entanto um justiceiro. Estes xerifes dos tempos modernos fazem os jornalistas a sério dar voltas no tumulo, mas isso de pouco importa.

A linha que separa o formal do material esbateu-se e é , qual aramaico, uma língua que ninguém fala.

“Só sei que nada sei” disse Sócrates, o “ outro” nos tempos que correm.
Eu, opinadeiro, só sei ou acho saber que no fim de toda esta verborreia mediática nem uma condenação nova se fará. A minha e a vossa convicção já estão formadas. Culpados?

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