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A incompetência do incompetente

por João Miguel Tavares, em 21.10.14

Hoje, no Público, escrevo sobre o Orçamento de Estado para 2015, e a insistência em chamar neoliberal a um governo que não pára de aumentar impostos. Para ler aqui.

 

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2 comentários

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De Nuno a 09.06.2015 às 01:18

Caro J.M. Tavares,

a implementação de uma politica liberal ou neoliberal, passa pelo chamado Tratamento de Choque (política económica), pelo menos desde a sua concepção concreta por Milton Friedman e os seus alunos da Universidade de Chicago e pela sua verdadeira primeira aplicação no Chile após o golpe de estado de Pinochet em 11 de Setembro de 1973. Foi alguns anos depois aplicado em democracias, entre as quais as de Thatcher e de Reagen e que acabou por ser largamente aproveitada pelos crescentes Mercados e imposta muitas vezes por países a terceiros ou por FMI em parceria com o Banco Mundial, e agora até na UE.

Trata-se de um modo abrupto e "rápido" (para sofrerem menos) de fazer o tal Laissez-faire, o let it go, do Estado em oposição ao lento e gradual que era seguido em Portugal. Em que as medidas têm de ser tomadas todas ao mesmo tempo, as que não acompanharem deixam de ser viáveis porque tudo à volta começa a cair. Ou seja: liberalização de preços, diminuição de subsidios, imediata liberalização de mercados, privatização em larga-escala do Estado (criando oportunidades para investidores na metida em que se decreta liquidação total do estado, ao desbarato portanto e por decreto), diminuição abrupta das espetativas das pessoas (para desabituação...), aumento abrupto de desemprego (temporário), desvalorização do custo de trabalho, liberalização de controlos fronteiriços, e sim... e Aumento de Impostos!!!! Uma ou outra medida pode já não fazer sentido em alguns países e joga-se com o que há mas sempre com a mesma receita. Por exemplo, aqui o desemprego não aumentou tanto como em alguns países que tinham fronteiras fechadas, mas promoveu-se convenientemente a emigração...

já foi desenhada a Terapia de Choque que é em menor escala, reconhecendo países capitalistas escandinavos como as economias mais fortes e que mantêm estados fortes.

agora aqui chamam Austeridade, mas é bem abrupta... Desde o inicio que chamam a Contra-Revolução, ou se preferir um nome mais português, tarta-se de um PREC (mas neste caso é um Processo Reaccionário em Curso) o problema é que nunca é tão rápido com pintam, daí o Cavaco ter previsto uns 20 e tal anos para a nossa economia estabilizar, o que tendo em conta os dados históricos é bem mais realista. Medidas destas só são aplicadas em consequências de crise (guerras, catástrofes, e financeiras claro) e constrói-se dimensão para estas crises.

Mas sim, caro J.M. Tavares, este Governo é brutalmente neoliberal e normalmente nesta fase aumenta-se os impostos e muito, assim como se aumenta muito os preços (principalmente os fixos - o que se fala menos), ao mesmo tempo que se passa a ganhar menos.

E esta coligação já o era antes de Passos Coelho, mas já com Paulo Portas, mesmo sem a Troika - alguém gritava a partir de 2002 "o país tá de tanga!" e lá estava a crise a crescer... logo se tentou agir, como com a liberalização dos preços dos combustíveis e privatização.. entre 2002-2004 os preços, já altos por causa do aumento do preço do barril, começaram a subir muito acima do que seria do regulado, para "adaptação ao mercado" e depois liberalizado e sempre subir, praticamente um custo fixo e que afecta tudo e os preços de tudo e representa uma brutal perda de competitividade... mais ou menos como aconteceu agora com outros monopólios naturais... mas pronto custos fixos altos PIB garantido... mas estas conversas você já as sabe todas ... acho que são as da cassete do pessoal de esquerda.

sugeria que se inteirasse melhor do que está por trás das conversas da cassete de direita... sim não é um blu-ray é também antiguinho, e já com 11 de Setembro comemorado por terroristas que surgiram por oposição a essa economia global. para conhecer a cassete é só ver a história, ver como cada vez até têm ido muito mais longe envergonhando muitas afirmações de Milton Friedman, e ver com alguma diversidade de análise ( mas por exemplo, pode ver através dos actuais e reconhecidos economistas de topo vivos ou até mesmo ouvindo com atenção economistas que trabalham para os mercados como os que dominam agora a união Europeia)
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De M.Almeida a 22.10.2014 às 17:14

Sabemos agora que os criticos de Passos, defenderam este governo quando deu jeitinho, não sabemos porquê, o que é facto é q a verdade é omitida sistematicamente, e se eu defendo que se devia definitivamente afastar o Estado de toda a economia, o Estado mata e estraga, reconheço que os vicios de 37 anos de socialismo no País não se conseguem apagar em 3 anos e pouco.
Não percebo é porque é JMT vem agora criticar PPC, que com o seu governo foi desmantelando um tipo de economia muito peculiar, só semelhante mesmo na URSS e já agora no nosso "querido" estado-novo. Aliás a berraria a que assistimos nestes 3 anos por alguma coisa foi - Farmácias de Luto: pudera o governo baixou os lucros das farmacêuticas e das farmácias para beneficiar os utentes, em especial os idosos; Médicos em protesto e um Bastonário da OM transformado em sindicalista; Enfermeiros em protesto; Lei das Rendas, que levava 35 anos de atraso e que ninguém se quis atravessar ai Jesus que este governo não tem sensibilidade social quando avançou com a reforma; ai o IMI é um escandalo, pois é, mas desde 2003 sob a tutela socialista e social(ista)-democrata, que estava decidida a actualização dos valores patrimoniais e este governo teve de se atravessar, ai Jesus que o governo não tem sensibilidade social; criada pela 1ª vez a Tarifa social de electricidade primeiro para 60.000 familias agora alargado para 500.000 familias, e apesar disso ai Jesus que Passos Coelho devia ser julgado por não respeitar direitos humanos; 80% da despesa do Estado não são estudos, e despesas intermédias, são os salários de milhares de FP alguns que já nada fazem e os pensionistas - o governo atravessou-se no corte desta despesa e ai Jesus que é inconstitucional e o governo não tem sensibilidade social. Reforma da Seg. Social o governo atravessou.se e criou um programa de convergência de pensões GGA/SS. Ai Jesus é inconstitucional o governo não tem sensibilidade social. O governo quer fechar a Maternidade Alfredo da Costa ai Jesus que a senhora JUiza diz que aquele organismo, não pode encerrar. Pois é e cá estamos nós no ponto zero, não queremos deixar mexer na verdadeira despesa do Estado e depois acusamos o governo de aumento da carga fiscal. Senhores comentadores, blogueiros, o raio que vos parta: vocês fazem parte de um discurso completamente esquizofrénico que tomou conta do debate público durante 3 anos fazendo lembrar aquele sketch dos "gatos" sobre Marcelo RS e o aborto: pode mas não deve. Não pode mas devia, mas deve e não pode.
Querem baixar na despesa (80% da despesa são salários e pensões)? Nâo? Querem fechar organismos do Estado? Não, não se pode. Querem devolver legitimamente aos portugueses o que lhes pertence? Não é inconstitucional. Querem baixar o IRS? Não isso é eleitoralismo. Querem subir o IRS? Não o País está afogado e estrangulado por impostos Querem fechar escolas? Não é falta de sensibilidade. Mas então devemos investir em escolas que não têm alunos? Não. Temos de racionalizar. Vendemos os ENVC? Não, é uma perda para o País, uma vergonha nacional. E a PT? a PT tem de ter uma Golden Share afinal é por isso que a empresa se desmorenou. E a divida? A reestruturação seria um caos porque afectaria muitas poupanças dos portugueses, mas a reestruturação da divida deve-se fazer.
Enfim a esquizofrenia do debate chegou a este ponto. E o mais grave disto tudo é que agora se criticam os impostos que sustentam tudo aquilo que ao longo de 3 anos não deixámos cortar. Concerteza esperaremos que aqueles que criaram este monstro de várias cabeças sejam aqueles que vão resolver o assunto. É o que parece quando os senhores comentadores, blogueiros e o raio que vos parta andam a criticar sistematicamente este governo, sem nada sugerirem de alternativa favorecendo um dos piores candidatos que teremos a PM - António Costa. Quero ver o dia em que vocês que tanto defendem a baixa de impostos e o corte na despesa vão exigir a AC que fale sobre como resolver o quebra cabeças a que este governo foi sujeito numa governação tutelada pela TROIKA e por um tribunal que se diz guardião de uma Constituição demodé, e completamente socialista.
É com o PS de Sócrates (é disso que falamos) que vamos acabar com o monstro? Deve ser! a julgar pela forma suave como falam de AC e deste PS.

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