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Jornalismo e carne picada

por João Miguel Tavares, em 08.11.13

 

Esta era a capa do Correio da Manhã que hoje encontrei nas bancas. Quando o diário mais lido do país chega a este ponto, é porque os jornais estão ao nível da fast food e as empresas jornalística feitas em carne picada. E não vejam isto como indignação, por favor. É apenas um facto a que temos de nos habituar. Até porque as almôndegas estão a bom preço.

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1 comentário

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De CesarLopes21 a 09.11.2013 às 05:18

Boa Noite, ou Bom Dia,

Na condição de telespectador frequente do programa "Governo Sombra", assisti hoje a um julgamento sem o total conhecimento de causa da parte do João Miguel Tavares. Resume-se ao seu comentário em relação ao que aconteceu no Bairro Social do Lagarteiro, no Porto.
Não, não sou morador do referido bairro, mas conheço bem as habitações que, para sua informação, são camarárias, pertencentes à empresa municipal Domus Social.
O seu primeiro erro:
- Afirmar que a EDP foi cortar a electricidade e remover contadores por "puxadas" ilegais. Logo aqui falhou, ou foi muito mal informado: Quem tem instalações ilegais, não tem contadores. E a EDP foi fazer o corte da energia e a "selagem" dos contadores (não foi bem remover) porque a grande parte dos moradores, de um Bairro Social, não teria pago as respectivas facturas, havendo mesmo moradores com dividas bastante elevadas (http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=692276&tm=8&layout=122&visual=61) como comprova esta reportagem da RTP, em que se falam em 500€!!! Cortes por "puxadas"? Em 13 Blocos de um bairro recentemente requalificados, duvido que haja essa necessidade, e se houver, em 100 habitações, terá havido 2 ou 3, vá, no máximo uns cinco cortes por instalações ilegais! Mas o J.M.Tavares generalizou todo este processo, sem conhecimento de causa ou por má informação;
Segundo erro, decorrente do primeiro, quando se calhar apenas se interessou pelo comunicado da EDP e não pelo resto das notícias, ou sei lá, como jornalista, deveria ter investigado mais um pouco. Aí ia perceber que o dito comunicado da EDP, apenas serviu para demonstrar que cometeram um erro. E não, não estou a dizer que a EDP deveria perdoar as dívidas dos moradores. Mas, sendo uma empresa tão amiga das questões sociais, (http://www.edp.pt/pt/sustentabilidade/sociedadeecultura/IntervencaoSocial/Pages/Intervencaosocial.aspx) falhou ao nem sequer ter procurado resolver a questão sem ter causado um pouco de polémica e revolta da parte dos moradores. Pagar todos temos de pagar, mas ao nível em que estão os preços da energia, os baixos salários e desemprego, acredite que ninguém escapa a este tipo de situações. Mas daí não compreender o problema de um bairro social... acho que não abona muito a favor da EDP e do seu compromisso social!
Terceiro erro, acharem que o edil, Rui Moreira, não tinha nada que ser informado. Se as habitações são camarárias, os moradores têm de pagar a respectiva renda, e tal como pode confirmar, existe inclusive o acompanhamento de assistentes sociais afectos à autarquia, porque raio Rui Moreira, ou algum representante pela gestão da habitação social não foram informados? Mais uma vez a EDP, através do seu comunicado vem demonstrar que errou, pois a questão teria sido facilmente resolvida com algum diálogo entre todas as partes interessadas. até porque aqui não se trata apenas de "não querer pagar"! É mesmo uma questão social!
Para concluir, acrescento que não se deve fazer juízos de valor às gentes do Porto, Grande Porto ou até mesmo de todo o Norte de Portugal sem antes ter um mínimo de conhecimento da nossa cultura.

Desejo a continuação de um bom "governo sombra",

César Lopes

P.S.: Adorei a parte em que um dos comentadores, e adepto ferrenho de um clube de futebol, falou de um apagão num campo de futebol de um clube aí da vossa terra.... sentiu-se ainda muita azia no ar.

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