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Carta a Pacheco Pereira - parte II

por João Miguel Tavares, em 28.11.13

Hoje, no Público, a segunda parte da minha carta a Pacheco Pereira. Para ler aqui.

 

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2 comentários

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De O cão que fuma a 29.11.2013 às 00:02

Muito bom!
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De Pedro Costa a 28.11.2013 às 18:21

Se bem percebi – e posso não ter percebido – uma das traves mestras da sua epístola a Pacheco Pereira, os passageiros de uma nave que, no meio de terrível tormenta, se encaminha visivelmente para penhascos horrorosos, em volta do qual se veem remoinhos e se adivinham abismos, ou têm alternativas claras ao capitão ou…(calam-se?).
De acordo, não basta querer mandar o capitão borda fora e querer escolher outro, é preciso algo mais; mas esse “algo mais” não tem que ser um detalhado plano de rota alternativo, com longitude, latitude e velocidade claramente explicitados: não se pode criticar que tais passageiros urrem e se desesperem.
É certo que não se controlam os ventos nem as correntes, mas é legítimo que se questione ruidosamente o tipo de velame, de leme, e a insuficiência de salva-vidas disponíveis, principalmente se estes tiverem sido ditados, não pelos elementos, e sim por agentes humanos, para mais estrangeiros nominalmente nossos “parceiros”.
A questão que se coloca a Portugal, creio, é a de que, só com medidas e comportamentos nacionais, nada se resolve, e todas as possíveis soluções dependem de outrem. Seja. Que se explicitem as limitações insuportáveis; e, ainda que a nave deva encaminhar-se para o penhasco, esperando apenas pela intervenção divina, que se reconheça aos passageiros o direito de urrar, de reclamar contra a sorte que os impede de ter outros meios e de ensaiar outros caminhos.
Em rigor, e tendo em vista a elevada dependência do país relativamente a terceiros para resolver os seus problemas – que não se resumem ao problema da dívida – dificilmente alguém poderia articular soluções alternativas que não dependessem desses terceiros. O real problema, creio, e nisso estamos de acordo, é o deserto de reflexão que se constata nas forças políticas que se opõem ao atual governo.

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